O município de Queimadas, no Agreste paraibano, viveu um dos meses de março mais violentos dos últimos anos, com o registro de quatro homicídios em um curto intervalo de tempo. Os casos, apesar de possivelmente não apresentarem relação direta entre si pelo menos até o momento, reforçam a sensação de insegurança e um clima de tensão crescente na cidade.
O primeiro crime que ganhou repercussão foi o assassinato do sindicalista Messias Santana, conhecido como “Messias da Sucam”, morto a golpes de faca no bairro da Vila. A vítima foi surpreendida por um homem logo após chegar em casa e não resistiu aos ferimentos. Um crime passional.
Dias depois, outro caso chocou a zona rural do município. O idoso João Batista Marinho, de 69 anos, foi encontrado morto dentro de uma residência no Sítio Pedra do Sino. Em menos de 24 horas, a Polícia Civil conseguiu prender um jovem de 27 anos suspeito do crime, que teria ocorrido após uma discussão.
Já na terça-feira, dia 24, um novo homicídio elevou ainda mais a preocupação. Felipe, de 32 anos, foi executado a tiros dentro de uma residência. De acordo com as investigações, homens armados chegaram ao local em uma motocicleta e efetuaram diversos disparos. A polícia trabalha com a hipótese de execução.
Fechando a sequência, mais um assassinato nessa sexta-feira 27/03 foi registrado na Rua Nova, tendo como vítima Danilo, conhecido como “Danilo Pezão”, que trabalhava como coveiro. O caso segue sob investigação, sem informações confirmadas sobre autoria ou motivação.
Mesmo com características distintas envolvendo desde possível execução até crimes decorrentes de conflitos pessoais, o conjunto dos casos evidencia um cenário preocupante. A repetição de homicídios em um curto período contribui para aumentar a sensação de insegurança entre os moradores.
As forças de segurança seguem atuando nas investigações, e alguns casos já apresentam avanços, como prisões e identificação de suspeitos.
Com Queimadas No Foco
