Gestão vai representar vereador de João Pessoa em Conselho de Ética após agressão em funcionário

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Uma confusão dentro do Hospital Veterinário de João Pessoa tem repercutido nas redes sociais e na pauta política. O vereador Guga Pet (Progressistas) se desentendeu, nesta quinta-feira (12), com seguranças da unidade, chegando a trocar empurrões com os servidores. O parlamentar alega que foi impedido de fiscalizar o hospital.

No mesmo dia, o secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, Welison Silveira, negou a existência das irregularidades apontadas pelo vereador.

Hoje, em entrevista à CBN, o secretário afirmou que a gestão municipal vai representar Guga Pet na Comissão de Ética da Câmara Municipal.

“O próprio Código de Ética prevê a punição. Agressão, principalmente contra um funcionário, representa quebra de decoro parlamentar. Não sou eu quem estou dizendo, é o Código de Ética. Isso vai desde o afastamento e pode chegar à cassação. A gente vai pedir que a Câmara analise os vídeos, as provas, os fatos, e adote uma punição”, disse Silveira.

Existe, também, um cenário político por trás da confusão.

Guga Pet fazia parte da base aliada do prefeito Cícero Lucena (MDB) e deixou o grupo depois da divisão entre Cícero e o governador João Azevêdo (PSB). Ele comandava a Secretaria de Bem Estar Animal, responsável pela manutenção do Hospital. Após deixar a Pasta ele passou, pouco tempo depois, a fazer críticas ao funcionamento da unidade.

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Após deixar a base de Cícero e anunciar apoio a Lucas Ribeiro (Progressistas), o vereador emplacou um filho em uma secretaria, com finalidade semelhante, no Governo do Estado.

Versão de Guga Pet
Guga Pet afirma que foi ao Hospital Veterinário para fiscalizar denúncias sobre omissão no atendimento de alguns animais. De acordo com o parlamentar, ele foi barrado pelos seguranças ao chegar no local.

A prefeitura, no entanto, apresentou um vídeo em que o vereador empurra um dos seguranças da unidade para ter acesso, sem permissão, a setores do hospital.

“Fomos até o hospital fiscalizar denúncias graves de pais e mães de pet sobre falta de atendimento e animais que não estavam sendo internados”, disse.

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