Latam demite piloto suspeito de manter rede de abuso sexual infantil

Advertisement

O piloto de avião Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, preso na segunda-feira (9) após investigações apontarem que chefiava uma rede de abuso sexual infantil, foi demitido da Latam, informou a empresa nesta quarta-feira (11).

Em nota, a companhia aérea disse que Sérgio “não faz mais parte do seu quadro de colaboradores. A companhia adota a política de tolerância zero para ações e atos que desrespeitem os seus valores, ética e código de conduta, permanecendo à disposição das autoridades para colaborar com as investigações”.

Acusado de chefiar uma rede de abuso sexual infantil, Sérgio foi preso temporariamente na manhã de segunda-feira (9) em um avião no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.

Procurada, a advogada Claudia Apolonia, que defende o piloto de avião Sérgio Antônio Lopes, informou ao g1 que: “Vou seguir a discrição no exército de meu ofício, assim como os ditames legais , que implicam em segredo de justiça, dada a natureza das investigações.”

Segundo a investigação, que durou cerca de três meses, o suspeito levava crianças e adolescentes a motéis utilizando documentos de identidade falsos, on de cometia os abusos.

Advertisement

A polícia apurou ainda que Sérgio recebia imagens das vítimas enviadas por mães, avós ou outros responsáveis por meio do WhatsApp, em troca de dinheiro.

Além do piloto, a avó de três vítimas foi presa temporariamente. Já a mãe de outra criança foi detida em flagrante por armazenamento e compartilhamento de material de exploração sexual infantil. A defesa dos investigados não havia sido localizada até a última atualização da reportagem.

De acordo com a delegada Ivalda Aleixo, chefe do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), a prisão foi realizada no aeroporto devido à dificuldade de localizar o suspeito em casa.

“Ele tem uma residência em Guararema. Não conseguíamos saber quando ele estava voando ou não. Optamos por pedir a escala para a empresa e identificamos que ele faria um voo hoje. Quando chegamos no aeroporto por volta das 5h30, ele já estava lá. Quando começaram a fazer a chamada do voo, nós fomos perguntar e ele já estava no avião. Era uma forma de tentar localizá-lo”, contou a delegada.

Com G1

Advertisement

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

15 − nove =