Um homem de 44 anos é acusado de cometer discriminação contra um técnico de enfermagem, de 32 anos, após se recusar a receber atendimento por ele ser nordestino. O episódio aconteceu no domingo (1º), em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Forquilhinha, no Sul de Santa Catarina.
De acordo com a Polícia Militar, o paciente teria ofendido o profissional, afirmado que não queria ser atendido por um enfermeiro nordestino e feito comentários considerados ameaçadores. Uma enfermeira que presenciou a situação confirmou as ofensas aos policiais.
Após a ocorrência, o homem foi liberado e assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por desacato. A identidade dele não foi divulgada.
A tipificação da ocorrência, no entanto, foi questionada. Em manifestação sobre o caso, a Polícia Militar admitiu a possibilidade de erro no enquadramento da conduta e informou que a atuação dos policiais envolvidos será analisada por meio de um procedimento interno.
Segundo o capitão Ramon Marcelina Spillere, comandante da 4ª Companhia do 9º Batalhão da Polícia Militar, a eventual falha no registro não significa que o acusado ficará isento de responsabilidade. Ele explicou que o Ministério Público poderá alterar o enquadramento jurídico dos fatos para o crime de xenofobia, caso considere que existem elementos para isso.
Até a última atualização das informações, o Ministério Público de Santa Catarina ainda não havia recebido o Termo Circunstanciado.
Com Paraíba Já
