A Polícia Civil concluiu o inquérito do caso do recém-nascido morto a facadas na cidade de Patos, no Sertão da Paraíba. De acordo com o documento, os dois seguem presos por prisão preventiva.
A informação foi confirmada pela Delegacia de Homicídios da cidade de Patos.
A mãe (Mirelly Laila) da criança irá responder por homicídio triplamente qualificado, quando um crime de homicídio (previsto no Código Penal Brasileiro) envolve três circunstâncias especiais descritas na lei (as chamadas qualificadoras).
Enquanto o pai (Marcos Gabriel) responderá por omissão imprópria — ou impróprio) ocorre quando uma pessoa deixa de agir para evitar um resultado lesivo e, por essa inércia, responde como se tivesse causado o crime diretamente.
Os dois continuam presos preventivamente e este caso vai seguir para a análise do Ministério Público da Paraíba (MPPB).
Relembre o caso
O bebê Bryan Gabryel, de apenas de 23 dias de nascido, foi morto no dia 14 de outubro ao levar 24 facadas, sendo uma dela no coração. Segundo o chefe do Instituto de Medicina Legal (IML), Dionísio Filho, uma das facadas no bebê atingiu o coração.
“Um caso chocante. A equipe pericial identificou no corpo da criança 24 perfurações por arma branca. A gente pode afirmar que ele sofreu, agonizou antes da morte. Foram perfurações no tórax, abdômen, no dorso e na face. Antes de ele chegar ao óbito ele sofreu. Uma das perfurações foi no coração. O bebê perdeu todo o sangue. Acontece o choque hemorrágico, o bebê perdeu todo o sangue até entrar em anemia aguda, mas até esse momento chegar ele agonizou. Não dá para se falar em acidente pelo número de lesões”, disse o perito.
Com Portal Correio
