Dilma será indenizada em R$ 17,5 mil por mês por ter sido perseguida na ditadura, define ministério

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania fixou um novo valor, de R$ 17.562,80 mensais, como reparação econômica à ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em razão da perseguição política sofrida durante a ditadura militar, com prisões ilegais e torturas física e psicológica.

A portaria com o novo valor foi publicada nesta terça (27) no “Diário Oficial da União” “em cumprimento à decisão definitiva do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1)”, informou o ministério.

Em dezembro passado, o TRF-1 determinou que Dilma recebesse reparação econômica em prestação mensal, permanente e continuada, considerando o salário médio para o cargo que ocupava antes de ser presa.

Ela foi presa em 1970, aos 22 anos, por atuar em uma organização de resistência ao regime militar. Durante o período na prisão, ficou impedida de trabalhar.

O ministério também calculou o valor das parcelas retroativas até 21 de outubro de 1997, data estipulada pela Justiça, “perfazendo o total retroativo de R$ 6.616.492,19”. Desse montante devem ser descontados todos os valores já recebidos.

Em agosto de 2025, o ministério havia fixado uma parcela única de R$ 100 mil como reparação econômica.

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos, a mudança ocorreu porque “decisão judicial determinou à União a concessão de reparação econômica em prestação mensal, permanente e continuada, em razão da perda do vínculo de trabalho da ex-presidenta com a Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul”.

Com G1

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