‘Tinha fixação em falar sobre sexo com mulheres’, diz vítima de diácono denunciado por assédio na Paraíba

Uma mulher vítima de assédio sexual do diácono Antônio Lisboa Leitão de Souza, que também é professor e foi demitido pelo Ministério da Educação (MEC) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) por um processo que apurou a conduta dele, relatou os abusos que sofreu durante 2017 do suspeito.

Também em 2017, o diácono e professor respondeu a um processo na Justiça da Paraíba por assédio sexual. Na ocasião, ele foi beneficiado com a suspensão condicional do processo.

“(Ele) ficava insinuando coisas, que as meninas estavam com a roupa muito apertada, (dizia) ‘cuidado, que isso não fazia bem para as partes íntimas’. Eram várias situações, muita coisa, conotação sexual. Ele tinha fixação em falar sobre sexo com as mulheres”, ressaltou.

Após a repercussão do caso, a Diocese de Campina Grande afastou o diácono. O afastamento foi comunicado nesta quarta-feira (15) pela própria Diocese.

A vítima também relatou que após a demissão e o afastamento protocolado pela Diocese de Campina Grande, espera que a justiça seja feita no caso. Ela afirmou que o suspeito, apesar de ter ocupado posições em instituições importantes, “não é exemplo”.

“Tá com uma pessoa que não é exemplo para o mundo. Pelo menos se arrependesse do que já fez, mas não, ele continuou fazendo e fazendo mais vítimas pelo que a gente viu. Tantos comentários que já falaram que ele fazia também”, disse.

Além da atuação na UFCG, Antônio Lisboa foi ordenado diácono da Diocese de Campina Grande em 2015. Em maio de 2026, ele foi transferido da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário para a Paróquia de Nossa Senhora das Dores e São Lucas.

A reportagem, a defesa de Antônio Lisboa informou que recebeu a decisão do MEC “com perplexidade” e afirmou que os pedidos apresentados durante o processo administrativo não foram analisados. A defesa também declarou que o professor foi absolvido pela Justiça Criminal de Campina Grande em um processo relacionado aos mesmos fatos e que recorrerá à Justiça para tentar reverter a demissão.

Com informações do g1 Paraíba

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