Jô Oliveira denuncia fechamento de Centros de Especialidades Odontológicas e alerta para agravamento da saúde pública em Campina Grande na Paraíba

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A vereadora Jô Oliveira denunciou, nesta terça-feira (5), o fechamento de Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) em Campina Grande, acendendo um alerta sobre o impacto direto da medida no acesso da população à saúde pública. Segundo a parlamentar, dos cinco centros existentes no município, apenas dois seguem em funcionamento: o da Catingueira e o do Centro, localizado na Policlínica Francisco Pinto.

De acordo com Jô, a demanda por atendimento odontológico especializado já é alta na cidade, e a redução no número de unidades tende a agravar ainda mais o cenário. O mandato tem recebido relatos frequentes de usuários que enfrentam dificuldades para conseguir atendimento, inclusive na atenção básica.

Com o fechamento de três CEOs, pacientes de diferentes regiões terão que se deslocar para apenas dois pontos da cidade, o que vai dificultar ainda mais o acesso, especialmente para quem vive em bairros mais afastados. A concentração dos serviços também deve provocar sobrecarga nas unidades restantes.

A vereadora também criticou a ausência de comunicação prévia por parte da gestão municipal. Segundo ela, há o risco de a população se dirigir às unidades fechadas sem qualquer aviso ou orientação adequada.

“É importante que a população inclusive possa receber a informação já com o serviço em funcionamento, como deveria, sabendo para onde vai. Porque eu acredito que a principal demanda nesse caso aí é a falta de informação para a população”, afirmou Jô Oliveira.

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Outro ponto destacado foi a falta de diálogo com o Conselho Municipal de Saúde. De acordo com Jô Oliveira, o órgão não foi informado previamente sobre a decisão, e o tema só deverá ser debatido na próxima semana. Para a parlamentar, isso evidencia falhas no planejamento e na condução das políticas públicas de saúde.

“Estamos diante de uma inversão de prioridades. Primeiro se fecha, depois se discute. Isso não pode acontecer quando estamos falando de um serviço essencial”, pontuou.

Jô reforçou mais uma vez que falta transparência e planejamento por parte da gestão. A principal preocupação, segundo ela, é garantir que a população não fique desassistida e que o acesso à saúde bucal seja preservado.

Com a redução da estrutura e o aumento da demanda, o cenário aponta para um possível colapso no atendimento odontológico especializado no município, caso não haja uma revisão urgente da decisão.

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