Pizzaria em Pombal: polícia considera improvável envenenamento intencional no caso

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A Polícia Civil considera improvável um envenenamento intencional no caso da pizzaria investigada por um surto de intoxicação alimentar que causou a morte de uma mulher e deixou mais de 110 pessoas doentes em Pombal. A informação foi confirmada pelo delegado Rodrigo Barbosa, responsável pelo inquérito.

O delegado afirmou que a a própria dinâmica do caso levou a polícia a afastar a possibilidade de envenenamento. Isso porque funcionários da pizzaria também consumiram o alimento e passaram mal na noite do domingo em que as pizzas foram vendidas.

“Atualmente a polícia considera improvável um envenenamento intencional, mas ainda trabalha com a possibilidade de um envenenamento acidental. A própria equipe, na noite do domingo, também consumiu o alimento e passou mal. O caixa comeu e, em menos de 10 minutos, passou mal”, afirmou.

Um dos admnistradores da pizzaria, que é padrastro do dono do estabelecimento, Marcos Antônio, foi ouvido pela polícia. Em depoimento, ele afirmou que desconfiou da carne de sol utilizada na pizza com nata. Essa nformação, segundo o delegado, também apareceu em outros relatos colhidos durante a investigação.

Segundo o delegado, o homem relatou que a carne teria sido comprada no sábado (14) pela manhã e a nata teria sido preparada à tarde. O homem também negou que o local tivesse sido exposto a veneno ou que tivesse passado por dedetização no dia.

Duas linhas de investigação

A Polícia Civil apura dois crimes no inquérito. O primeiro está relacionado ao consumo de alimento impróprio, previsto na Lei 8.137, que trata dos crimes contra as relações de consumo. O crime consiste em vender, expor à venda ou entregar mercadoria em condições impróprias ao consumo, com pena de detenção de dois a cinco anos ou multa.

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“A princípio, tem o crime relacionado ao consumo, que seria a principal linha de investigação. O mais importante é saber o que causou essas intoxicações. Quem tiver agido com negligência, ainda que de forma não culposa, pode responder. Pode ser o dono ou mesmo vendedores dos alimentos. São dois crimes”, explicou o delegado.

O segundo crime investigado é o de homicídio culposo, em razão da morte da cliente, de acordo com o delegado. A vítima fatal, Raíssa Meritein Bezerra e Silva, de 44 anos, foi submetida a exame toxicológico, e amostras do corpo, dos alimentos e das pizzas foram recolhidas. O resultado do exame é estimado para sair em cerca de duas semanas.

“A morte dela passa a ser considerada um possível homicídio culposo. Precisamos esclarecer o que aconteceu com base nos alimentos que foram usados e tentar descobrir a possível contaminação”, afirmou.

Segundo a polícia, todos os envolvidos na cadeia de preparo e venda dos alimentos podem ser responsabilizados, caso fique comprovada negligência. Até o momento, o dono da pizzaria ainda não foi intimado a prestar novo depoimento.

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