MP apura uso de caminhão-pipa da Prefeitura de Serra Branca na Arena Pixbet

Advertisement

Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do promotor de Justiça de Serra Branca, Aílton Nunes Melo Filho, instaurou procedimento nesta terça-feira (14) para apurar o possível uso indevido de bem público e desvio de finalidade de equipamento cedido pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). O equipamento estaria sendo usado no Parque de Vaquejada Arena Pixbet, localizado às margens da BR-230, no município de Gurinhém.

O gestor do município, Michel Alexandre (União Brasil), é aliado do empresário Ernildo Júnior, dono da Pixbet.

A Notícia de Fato foi registrada após denúncia que circulou em redes sociais. De acordo com a publicação, um caminhão-pipa, originalmente destinado como apoio à população em tempos de seca e para o abastecimento emergencial de comunidades rurais, estaria sendo usado em uma propriedade privada de alto padrão.

Para o promotor de Justiça Aílton Nunes, “os fatos narrados reacendem o alerta sobre desvio de finalidade de equipamentos públicos e falta de fiscalização na aplicação de recursos públicos, sugerindo a necessidade de apuração de possíveis atos de improbidade administrativa”.

O Ministério Público solicitou à Prefeitura de Serra Branca cópias do termo de cessão, doação ou convênio que comprove o repasse do caminhão-pipa; do registro do veículo flagrado na propriedade particular; e do registro de uso do caminhão referente aos últimos três meses, além da manifestação formal do gestor sobre o assunto, justificando legalmente uma autorização para serviço em local não destinado ao abastecimento emergencial de comunidades rurais do município.

Advertisement

Da Codevasf, o MP quer informações detalhadas sobre a cessão do veículo à prefeitura, incluindo a finalidade específica e condições de uso do equipamento, e se há previsão contratual que autorize o empréstimo ou aluguel a terceiros.

A Notícia de Fato tem prazo de 30 dias, podendo ser prorrogada uma vez, por até 90 dias. Ao fim do período, o promotor de Justiça vai analisar os documentos e provas reunidos e decidir se tem elementos para converter o procedimento em Inquérito Civil Público.

Advertisement

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

4 × um =