No Dia Nacional de Luta contra a Endometriose, Juliana Cunha Lima compartilha história pessoal e reforça importância do diagnóstico precoce
No dia em que comemorou mais um ano de vida, a primeira-dama de Campina Grande, Juliana Figueiredo Cunha Lima, dedicou um momento para falar sobre um problema presente na vida de muitas mulheres. Nesta última sexta-feira, 13, que também marcou o Dia Nacional de Luta contra a Endometriose, instituído pela Lei nº 14.324/2022, Juliana publicou um vídeo nas redes sociais compartilhando sua própria história com a doença e reforçando a importância do diagnóstico precoce.
No vídeo, Juliana revela que recebeu o diagnóstico aos 29 anos, logo após se casar com o então prefeito eleito e diplomado Bruno Cunha Lima. A informação transmitida pelo médico , segundo a psicóloga, foi difícil de receber, sobretudo ao descobrir que se trata de uma doença crônica, para a qual ainda não há cura. Ao mesmo tempo, o diagnóstico trouxe respostas para sintomas e dores que ela vinha sentindo há muitos anos e que, como ocorre com tantas mulheres, eram encarados como algo “normal”.
A endometriose é uma doença inflamatória crônica que ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio, que reveste o útero, cresce fora dele, podendo atingir os ovários, trompas e até o intestino. A condição provoca dores pélvicas, cólicas menstruais intensas, inchaço, fadiga e, em muitos casos, dificuldade para engravidar. Estima-se que cerca de sete milhões de brasileiras convivam com essa doença, atingindo 1 a cada 10 mulheres em idade fértil.
Momentos difíceis
Ao compartilhar sua experiência, Juliana Cunha Lima também trouxe à tona os momentos mais difíceis vividos por causa da doença. Durante anos, ela enfrentou crises intensas de dor e precisou ser submetida a uma cirurgia. Mais recentemente, ela e sua família enfrentaram a dor da perda do segundo filho, uma experiência profundamente marcante, que reforçou ainda mais seu compromisso de falar sobre o tema.
“Mesmo sendo uma das doenças ginecológicas mais dolorosas que existem, ainda se é muito pouco falado sobre o assunto. Muitas mulheres convivem com dores intensas, achando que é normal, mas não é. Na minha vida, essa doença já me trouxe muitos momentos difíceis. Passei anos sentindo dores muito fortes, precisei passar por uma cirurgia e, recentemente, eu perdi meu segundo filho, que foi um momento muito difícil para mim e para toda a minha família. E foi justamente por isso que, neste dia 13 de março, eu resolvi falar sobre o assunto. Porque muitas mulheres podem estar convivendo com a doença sem saber e muitas podem levar anos até receber o diagnóstico, como foi no meu caso”, disse.
Postura e luta
Para Juliana, falar sobre a endometriose e seus sintomas é fundamental para que mais mulheres reconheçam os sinais e busquem ajuda. Por isso, ao tornar pública sua história, ela espera contribuir para ampliar a informação e o acolhimento às mulheres.
Ao final do vídeo, Juliana Cunha Lima orientou que mulheres que apresentem sintomas procurem atendimento na rede pública de saúde. “Aqui em Campina, você pode procurar uma UBS mais próxima para fazer uma avaliação e, se houver suspeita de endometriose, você será encaminhada para um atendimento especializado. Sentir dor não é normal e falar sobre endometriose pode salvar a vida de mulheres. Você não está sozinha”, finalizou.
