O deputado estadual Inácio Falcão fez uma prestação de contas das emendas impositivas que destinou a cidade de Campina Grande, e criticou a forma como a gestão Bruno Cunha Lima vem conduzindo a Rainha da Borborema. Ao longo dos seus três mandatos na ALPB, Inácio já destinou mais de R$15 milhões à cidade, recurso empregado no custeio de serviços de saúde, pavimentação de ruas, reformas de escolas e outras finalidades.
O parlamentar lembrou que em 2025 destinou uma emenda de R$ 800 mil para o Hospital da FAP, recurso utilizado na aquisição de um microscópio para realizar cirurgias neurológicas e reformas estruturais, além de emendas para outras unidades hospitalares de Campina Grande, como o Hospital HELP e Antônio Targino. Ele anunciou, que em 2026, pretende aumentar os valores que são repassados à cidade, especialmente nas áreas da saúde e assistência social.
Na contramão desse trabalho realizado, ele criticou a situação caótica que vive a saúde na cidade, marcada pela falta de medicamentos básicos nos postos de saúde, salários atrasados dos prestadores de serviço da saúde, e hospitais que atendem pelo SUS ameaçando suspender os serviços, por falta de pagamento da gestão municipal.
“Nossa preocupação não é só com os hospitais, temos que nos compadecer dos prestadores de serviço da saúde que estão com salários atrasados, algo que é muito preocupante. Não imagine o quanto é danoso para a nossa economia local, onde o trabalhador vê a sua conta bancária zerada. De que forma esse cidadão vai levar o pão de cada dia pra sua casa, se a prefeitura não paga? Isso é lamentável, triste, e que há muito tempo eu não via em Campina Grande. Até que ponto essa gestão tem compromisso com a cidade?”, perguntou.
Inácio também citou outros problemas enfrentados na área da saúde, como a falta de mão de obra qualificada nas UPAs, e desafiou a secretaria de saúde do município a desmentir suas afirmações. Segundo o deputado, na área da educação, inúmeras demissões de servidores vem sendo registradas após as eleições, e denuncia que hoje o município registra um inchaço na folha de pessoal, de mais de 20 mil prestadores de serviço, e na contramão disso escolas e creches não oferecem uma merenda de qualidade aos alunos.
“E isso não é falta de dinheiro, afinal o prefeito tem aliança política com dois senadores da república e deputados federais, fora os recursos federais de convênios que o município têm, além dos impostos que uma cidade do porte de Campina Grande arrecada. O que falta é organização financeira. O município não sabe o que entra e o que saí de recurso, e quando falta esse tipo de gestão vira uma bola de neve”, pontuou o deputado estadual Inácio Falcão na entrevista.
