Enfermeiros são autorizados pelo Cofen a prescreverem antibióticos

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Uma decisão que promete acirrar a histórica disputa de atribuições entre médicos e enfermeiros acaba de ser oficializada.

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) autorizou, nesta quinta-feira (22), que enfermeiros passem a prescrever antibióticos pesados – como Amoxicilina e Azitromicina.

Uma decisão que promete acirrar a histórica disputa de atribuições entre médicos e enfermeiros acaba de ser oficializada.

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) autorizou, nesta quinta-feira (22), que enfermeiros passem a prescrever antibióticos pesados – como Amoxicilina e Azitromicina.

O CFM (Conselho Federal de Medicina) considera que a decisão é um risco à população e uma invasão de atribuições médicas, e afimou que o Cofen afronta a legislação brasileira e o STF (Supremo Tribunal Federal).

“Compete aos enfermeiros apenas a prerrogativa de disponibilizar medicamentos em programas de saúde pública e rotinas institucionais já estabelecidas e após diagnóstico médico”, disse em nota.

Em setembro de 2025, quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a indicação de antibióticos por enfermeiros, o CFM disse que “enfermeiros não têm conhecimento nem competência técnica para realizar, visto que não faz parte de sua formação”.

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À época, o CFM disse que Anvisa transformou “uma adequação técnica em uma autorização para exercício ilegal da medicina”.

Disse ainda que o Brasil se dedica há mais de dez anos a reduzir o uso inadequado de antimicrobianos e que “a banalização dessa prescrição” tem efeitos nocivos à saúde, como aumento de internações, permanências hospitalares mais longas, maior mortalidade e elevação de custos assistenciais.

Com Paraíba Online

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