Revitalização da Feira Central de Campina prevê indenização e remanejamento gradual de feirantes

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A obra de revitalização da Feira Central de Campina Grande está sendo conduzida de forma integrada por diversas secretarias municipais e tem como principal eixo a proteção dos feirantes e comerciantes durante todas as etapas do processo. Em entrevista, o secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Dorgival Vilar, detalhou as medidas adotadas para garantir segurança jurídica, organização e redução dos impactos econômicos provocados pelas intervenções.

Segundo Dorgival, a execução da obra fica a cargo da Secretaria de Obras e da Secretaria de Planejamento (Seplan), responsável também pelo planejamento e acompanhamento técnico. Já a Sesuma atua diretamente junto aos feirantes, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a Amde, com foco no diálogo permanente e na mitigação dos impactos das obras no funcionamento da feira.

“Nossa principal preocupação é com os comerciantes e feirantes da Feira Central. Todas as decisões estão sendo tomadas para proteger essas pessoas e garantir que ninguém seja prejudicado”, afirmou.

Cadastramento formal garante direitos e segurança
Uma das principais ações para proteger os trabalhadores da Feira Central foi o processo de identificação e cadastramento dos feirantes, empreendedores e comerciantes. O levantamento reuniu informações detalhadas sobre cada ocupação, incluindo a trajetória de uso dos espaços, além da entrega de um selo de identificação oficial.

“Esse cadastro é fundamental porque, ao longo do tempo, muitos espaços foram transferidos de forma informal. Agora temos um panorama real da Feira Central, o que nos permite acompanhar cada caso com precisão”, explicou Dorgival Vilar.

O cadastro realizado pela Sesuma, aliado ao levantamento da Seplan, possibilita indenizações justas, planejamento de realocação e a garantia de retorno dos feirantes aos espaços comerciais após a conclusão da revitalização.

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Remanejamento será feito de forma gradual
Dorgival Vilar destacou que, apesar de a obra ser tecnicamente simples, a revitalização da Feira Central é operacionalmente complexa, principalmente pela limitação de espaço para relocação simultânea de todos os comerciantes.

“Não existe área suficiente para tirar todo mundo de uma vez. Por isso, o remanejamento será feito de forma gradual, por etapas, começando pelos armazéns”, explicou.

Com o trabalho conjunto das secretarias envolvidas e o apoio do prefeito, foi definido um cronograma escalonado, com a primeira fase da obra prevista para durar entre 11 e 12 meses.

Regularização e ordenamento dos espaços
Outro ponto sensível abordado pelo secretário foi a regularização dos espaços ocupados informalmente ao longo dos anos. Segundo ele, a prefeitura vai analisar cada situação individualmente, buscando soluções equilibradas.

“Não queremos prejudicar ninguém, mas também precisamos garantir organização e legalidade. Vamos evitar a concentração indevida de vários espaços por uma única pessoa e buscar a melhor forma de indenizar e reorganizar a feira”, afirmou.

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